01/07/2014 – Curso de Ilustração Botânica II abre inscrições em 2 de julho

O curso de Ilustração Botânica II é voltado aos alunos e profissionais de ciências biológicas e agrárias, engenharia agrônoma e florestal, arquitetura, paisagismo, desenho industrial, comunicação visual, belas artes e áreas afins. Não há pré-requisitos para cursar. Os participantes desenvolvem habilidades de desenho de observação de espécies vegetais herborizados e vivos, inclusive com o uso de binocular e câmara clara nas técnicas de aquarela ou guache.

Os professores Malena Barretto e Paulo Ormindo são especializados em Ilustração Botânica pelo Royal Botanic Garden, Kew Gardens, Londres, Reino Unido.

O período do curso é de 5 de agosto a 20 de novembro de 2014. A carga horária total é de 96 horas, divididas em duas aulas semanais de 3 horas cada. Estão previstas duas turmas, uma no turno da manhã, das 9h às 12h, e outra no da tarde, das 14h às 17h. O valor da mensalidade é de R$ 260,00 e a taxa de inscrição é de R$ 60,00.

As incrições podem ser feitas de 2 de julho a 5 de agosto. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e efetuar depósito de R$ 320,00, referente à inscrição e primeira mensalidade em nome da Fundação Flora de Apoio à Botânica, no Banco HSBC (399), agência 1323 (Santos Dumont), conta corrente nº 00537-36. Enviar cópia do pagamento e a ficha de inscrição para o email extensao@jbrj.gov.br

 

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01/07/2014 – Prorrogação do concurso de ilustração botânica

Foi prorrogado até 07 de julho de 2014, o concurso de Ilustração Botânica cujo tema também será “A Flora Fluminense ameaçada: conhecer, restaurar e conservar”. Você que é ilustrador não perca esta oportunidade, participe!

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27/06/2014 – Concurso de ilustração botânica

Como parte das comemorações dos 20 anos do Departamento de Botânica da UFRRJ, a XXXIII Jornada Fluminense de Botânica realizará um Concurso de Ilustração Botânica cujo tema também será “A Flora Fluminense ameaçada: conhecer, restaurar e conservar”. O Concurso visa dar oportunidade aos ilustradores Botânicos para realizar uma exposição dos seus trabalhos para um público especialmente voltado ao desenvolvimento da ciência Botânica, bem como divulgar um panorama iconográfico representativo da Flora Fluminense. Você que é ilustrador não perca esta oportunidade, participe!

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06/06/2014 – PNUMA e JBRJ celebram acordo de cooperação para divulgação de dados de biodiversidade

Fonte: www.jbrj.gov.br

O acordo, assinado por meio da Fundação Flora, formaliza a participação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro no Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr).

O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) celebraram, na segunda-feira, 2 de junho, acordo de cooperação técnica para a participação do JBRJ no SiBBr. Projeto conjunto do PNUMA e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o SiBBr é a plataforma online adotada pelo governo brasileiro para integração de dados, disponibilização de ferramentas de análise e visualização de informações sobre a biodiversidade.

Com o acordo, o conjunto de dados do Jardim Botânico do Rio e instituições parceiras no Brasil e no exterior se tornarão acessíveis pelo SiBBr. A parceria apoiará a continuação do programa Reflora (CNPq), viabilizando a incorporação de novos dados ao Herbário Virtual-Reflora. Além disso, o acordo garante recursos para a elaboração da Flora do Brasil Monografada até 2020, o que significará o cumprimento da Meta 1 da Estratégia Global para Conservação de Plantas (GSPC) da Convenção da Diversidade Biológica (CDB). Os dois projetos são coordenados pelo JBRJ.

O Herbário Virtual está repatriando cerca de 500 mil amostras digitalizadas de plantas brasileiras que se encontram nos herbários do Royal Botanic Gardens de Kew e do Museu Nacional de História Natural de Paris. Na cerimônia de assinatura, a coordenadora dos projetos, pesquisadora Rafaela Campostrini Forzza, explicou que a cooperação com o PNUMA permitirá o repatriamento das amostras pertencentes aos herbários dos jardins botânicos de Nova York e do Missouri e do Museu de História Natural de Viena, além de apoiar a digitalização de 670 mil amostras de herbários de outras instituições brasileiras. Tudo isso, somado às 600 mil amostras já digitalizadas do próprio JBRJ, resultará em mais 2 milhões de amostras que serão disponibilizadas pelo SiBBr, com acesso online para pesquisadores, visitantes, tomadores de decisão e público em geral.

O acordo define um investimento de US$ 1,03 milhão oriundos do Fundo Mundial para o meio Ambiente (GEF) nos próximos dois anos. Os recursos garantirão a compra de equipamentos, a contratação de bolsistas para todos os herbários parceiros da iniciativa e a realização das reuniões técnicas. Já o MCTI investirá US$ 316 mil para complementar o número de bolsistas necessários. A parceria totalizará aproximadamente US$ 1,35 milhão.

Para a representante do PNUMA no Brasil, Denise Hamú, o acordo com o JBRJ é fundamental para a consolidação do SiBBr neste segundo semestre. “O Jardim Botânico do Rio de Janeiro abriga os conjuntos de dados mais significativos sobre biodiversidade vegetal brasileira, e acumula experiência na gestão de informações digitalizadas sobre diversidade biológica há décadas. Concretizar essa parceria é um passo essencial”, afirmou.

A presidente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Samyra Crespo, disse que o acordo vem coroar os esforços do JBRJ e mostrar o quanto a instituição tem investido em sua missão. “”Receber o apoio oficial do PNUMA e esse aporte financeiro, que é o maior que o Programa já fez a uma instituição no País, é uma prova de confiança e reconhecimento da liderança que o Jardim Botânico vem tendo na pesquisa e nos instrumentos de disseminação do conhecimento sobre a biodiversidade brasileira”, afirmou Samyra.

Participaram também da mesa a representante do MCTI, Andrea Ferreira Portela Nunes, responsável pelo projeto SiBBr, e o professor Lindolpho de Carvalho Dias, presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Flora.

 

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06/06/2014 – Ministério do Meio Ambiente abriu as comemorações da Semana do Meio Ambiente no Jardim Botânico

Fonte: www.jbrj.gov.br

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, esteve no Jardim Botânico nos dias 2 e 3 de junho, onde participou de dois painéis promovidos pelo MMA na Escola Nacional de Botânica Tropical.

Na segunda-feira, dia 2, o tema do debate foi “Desafios e oportunidades para o desenvolvimento econômico baseado em espécies nativas, raras e ameaçadas”. Os painelistas apresentaram soluções inovadoras e discutiram ações em que a proteção da fauna e da flora brasileiras pode se dar em harmonia com empreendimentos econômicos.

Os debatedores foram Roberto Waack (AMATA Brasil), Ricardo Ribeiro Rodrigues (Esalq/USP), Roberto Klabin (Refúgio Ecológico Caiman/Projeto Onçafari) e Antônio Paes de Carvalho (Extracta Moléculas Naturais).

Na abertura do evento, o JBRJ celebrou acordo de cooperação com o PNUMA, por meio da Fundação Flora, para formalizar a participação do Jardim Botânico no SiBBr (PNUMA e MCTI).

 

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06/06/2014 – Ministra entrega selo de baixo carbono

Fonte: www.jbrj.gov.br

No dia 3 de junho, em cerimônia na Escola Nacional de Botânica Tropical, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entregou o selo de baixo carbono a 11 empresas que doaram créditos de carbono para compensação das emissões da Copa do Mundo 2014.

As empresas que receberam o selo doaram 420.500 toneladas de carbono equivalente, tornando possível não só compensar, mas ultrapassar o total de emissões diretas e indiretas durante a realização do evento.

O evento foi seguido de debate com o tema “Produção e Proteção: Os Desafios da Transição para uma Produção Agropecuária Sustentável e uma Economia de Baixo Carbono no Brasil”, com a presença de Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra, Juliano Assunção, da Climate Policy Inititive, Andre Nassar, do Instituto Icone, e Elizabeth de Carvalhaes, da Industria Brasileira de Árvores (IBA).

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16/04/2014 – Centro de Informação em Saúde Silvestre é lançado na FIOCRUZ

Fonte: www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br

Com a presença de representantes ministeriais e pesquisadores de diversas instituições, foi lançado no Museu da Vida, na Fiocruz, o Centro de Informação em Saúde Silvestre (CISS). O centro é um espaço virtual projetado para consolidar informações sobre a circulação, na fauna silvestre, de patógenos que possam vir a acometer humanos, e buscar sua interface com mudanças ambientais, avaliando os impactos da perda da biodiversidade sobre a saúde. Este conhecimento poderá subsidiar o desenvolvimento de modelos de previsão de emergência de doenças e disponibilizar dados confiáveis para tomadores de decisão. Concebido pela bióloga da Fiocruz Marcia Chame, o projeto contou com a participação de pesquisadores do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), que ajudaram a desenvolver o Sistema de Informação em Saúde Silvestre (SISS), uma plataforma computacional que agrega bases de dados de diferentes instituições e informações que serão fornecidas por pesquisadores e por cidadãos em geral. Uma rede de laboratórios vai apoiar os trabalhos do centro, validando as informações geradas pelo sistema.

Aparelhos móveis enviarão informações

Por meio de um aplicativo, inicialmente em sistema Android, que pode ser baixado e instalado gratuitamente em aparelhos móveis (smartphones e tablets), qualquer pessoa poderá enviar registros georreferenciados e fotos de animais e incluir informações adicionais sobre problemas de saúde ou comportamentos atípicos que tenha observado. Um sistema de modelagem matemática irá correlacionar a distância e a frequência dos registros com as anormalidades informadas, o tipo de animal envolvido e outras informações para a construção de modelos de alertas. Quando o sistema gerar um alerta, a informação estará disponível para os setores responsáveis e especialistas que deverão tomar as medidas de cabíveis. Para apoiar estes setores e validar o alerta, os laboratórios da Rede de Laboratórios em Saúde Silvestre se colocam como pontos focais para recebimento de amostras coletadas no campo e das informações geradas para o dignóstico que voltam a alimentar o sistema. Quando um alerta for validado, ele proverá dados para a geração de um modelo de previsão de agravos de oportunidades ecológicas para ocorrência de doenças.

Integrado ao Projeto de Nacional de Ações Público-Privada para a Biodiversidade (Probio 2), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e financiado pelo Global Environmental Facility (GEF) e pelo Banco Mundial, em parceria com o Fundo Brasileiro da Biodiversidade e a Caixa Econômica Federal, o centro deverá subsidiar, com informação qualificada, ações e políticas para fortalecer a conservação da biodiversidade e a melhoria da saúde humana e dos animais, além de apresentar boas práticas para o desenvolvimento sustentável. O CISS conta com a colaboração de diversas unidades da Fiocruz, como Bio-Manguinhos, Icict e ICC. Também são parceiros no projeto a Embrapa, o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Jardim Botânico do Rio de Janeiro e os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Marcia Chame abriu a mesa com agradecimentos e disse que o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, foi o parceiro número 1 do projeto. A professora explicou que mudanças antropogênicas e demográficas estão relacionadas ao aumento das doenças. “É a questão da emergência das doenças que nos traz aqui. A biodiversidade é enorme e boa parte não conhecemos. Há uma alta complexidade na ecologia de doenças. Nosso trabalho começa agora, que é manipular os dados”, afirmou. Para Marcia, o Probio 2 trouxe um determinante de inovação no projeto que visa preencher uma lacuna entre saúde humana, produção animal e saúde silvestre. Uma questão central, segundo ela, é de diagnóstico: “Buscamos quem faz diagnóstico da fauna silvestre no Brasil e desafiamos equipes a produzir kits de diagnósticos para o campo, porque sabendo com antecedência o que está circulando pode-se promover prevenção e economizar esforço e dinheiro.”

Representando Gadelha, o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde, Valcler Rangel, parabenizou Marcia pela capacidade de empreender e articular projetos, principalmente aqueles em rede, com instâncias da Fiocruz e externas. Rangel contou que Gadelha lamentou profundamente não poder estar presente no lançamento do centro porque viu a ideia nascer e hoje ela representa uma etapa diferenciada do trabalho da Fiocruz na interface saúde e ambiente. O vice-presidente também destacou que a Organização Panamericana de Saúde vê com bons olhos a Fiocruz assumir um tema emergente, que ultrapassa as fronteiras do setor saúde, para articulação institucional.

“Este é um dos temas estratégicos para trabalharmos de forma integrada, levando em conta o processo de desenvolvimento no mundo e especialmente no Brasil, a circulação de pessoas, a produção de alimentos, os animais e vetores de doenças. A movimentação da humanidade na Terra nos coloca desafios imensos e é fundamental que a saúde reconheça a importância desse tema”, disse. Rangel elogiou o sistema participativo do Centro: “Tem um pouco o gene da Fiocruz nesse pensamento”. Também integraram a mesa de abertura Eduardo Batista, chefe do Serviço de Inspeção e Saúde Animal da Superintendência Federal de Agricultura no Rio de Janeiro do Mapa, Daniela Oliveira, coordenadora geral do Probio 2/MMA, e Ronaldo Morato, do ICMBio.

Morato ressaltou que a biodiversidade não se restringe à fauna mostrada na TV, incluindo também organismos ocultos que têm papel importante no sistema de saúde e na vida silvestre. “As ferramentas de análise responderão perguntas sobre ecologias de espécies que a gente não vê e que causam impacto profundo na agropecuária e na saúde”, disse. Daniela Ocontou que o MMA negociou com o Banco Mundial R$ 22 milhões do fundo GEF com a ideia de promover a transversalização da biodiversidade numa parceria envolvendo vários ministérios. “Os resultados do Probio 2 vão sensibilizar setores privados e do governo sobre a relevância da conservação da biodiversidade. Estou ansiosa para ver os resultados e como elas vão ajudar nas tomadas de decisão do ministério”, afirmou.

Marcia Chame explicou a logo do centro – um tamanduá-folha contendo diversas espécies que representam a fauna do Brasil – e apresentou o site do projeto, que pode ser acessado aqui. Em seguida, os técnicos Maira Poltosi, Eduardo Krempser e Lázaro Oliveira apresentaram o SISS – o sistema por trás do site, considerado o “coração” do centro. Eles mostraram os mapas que apresentarão os resultados e a versão do aplicativo para aparelhos móveis, já disponível para download.

Para acesso ao Boletim informativo acesse o link a seguir: www.biodiversidade.ciss.fiocruz.br/boletim-informativo-ciss

 

imagem A coordenadora Marcia Chame discursa no lançamento do CISS (Foto: Peter Ilicciev)

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24/01/2014 – Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Vale reafirmam parceria

Fonte: www.jbrj.gov.br

Renovação do patrocínio se estende agora ao projeto de revitalização do Centro de Visitantes, que se transformará em um dos mais modernos do país.
O Jardim Botânico do Rio de Janeiro e a Vale renovaram, em 16 de janeiro de 2014, o contrato de patrocínio para apoio à manutenção do arboreto e à visitação ao Jardim, por meio de contrato assinado com a Fundação Flora de Apoio à Botânica. A principal novidade é que agora a Vale apoiará também a reformulação do Centro de Visitantes – o prédio histórico onde funciona o serviço de atendimento aos visitantes.

Tecnologia e sustentabilidade – Datada de 1576, a antiga sede do Engenho de Nossa Senhora da Conceição da Lagoa é a construção mais antiga da Zona Sul do Rio ainda de pé. Sem alterar nenhuma característica arquitetônica, o projeto de revitalização prevê uma estrutura de atendimento diferenciada, com equipamentos modernos e melhora da infraestrutura.

O Centro receberá painéis e totens multimídia e monitores de alta definição, para ajudar os visitantes a organizarem os roteiros de seus passeios e aproveitarem melhor tudo o que o Jardim Botânico tem a oferecer. O espaço contará também com novo mobiliário e iluminação, bebedouros, maquete interativa e mais facilidades para pessoas com deficiências.

Tudo será feito obedecendo a critérios de sustentabilidade: está prevista a instalação de painéis solares, para geração de energia, e lâmpadas de LED, mais econômicas, além de um sistema de reutilização de águas. Na medida do possível, já que se trata de um prédio histórico, estão em pauta também projetos com utilização de materiais reciclados.

Áreas verdes – A parceria garante, até 2015, a continuidade do projeto de manutenção do Arboreto, que a Vale patrocina desde 2009. O projeto prevê a contratação de profissionais para os serviços de jardinagem e operação de equipamentos, com vistas à conservação e recuperação das áreas verdes, como podas, limpeza e cuidados com a saúde das plantas, entre outros. Abrange também a manutenção e reparo de máquinas, equipamentos e veículos de campo e a provisão de materiais e serviços para recolhimento de resíduos.

Carrinhos – Será mantido também o projeto de Apoio à Visitação, com a renovação da frota de cinco carrinhos elétricos para atendimento prioritário a pessoas com dificuldades de locomoção e outras limitações físicas. Um dos carrinhos terá rampa para acesso de cadeiras de rodas.

Com esta parceria o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro estreita seus laços com a Vale, e atingirá um dos seus máximos objetivos que é manter e conservar um dos patrimônios naturais e históricos mais importantes do País, além de oferecer ao visitante serviços de qualidade.

 

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Foto: Cláudia Rabelo

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Professor Sir Ghillean Prance apresentou Projeto Eden no Museu do Meio Ambiente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Fonte: Assessoria de Comunicação do JBRJ

Instalado em área antes ocupada por uma mina desativada no sul da Inglaterra, o projeto é um caso de sucesso na restauração de áreas degradadas.

Na manhã de 29 de outubro, o eminente professor Sir Ghillean Prance, ex-diretor do Royal Botanic Gardens, Kew e pesquisador titular do National Tropical Botanical Garden (Havaí/EUA), deu palestra no Museu do Meio Ambiente sobre um dos projetos mais desafiadores em que está envolvido: The Eden Project. O evento fez parte da programação da visita de uma delegação de Kew ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

O professor Prance, que tem um extenso currículo do qual constam 15 títulos de doutor honoris causa, foi apresentado pelo diretor de Pesquisas Científicas do JBRJ, Rogério Gribel. Também presente à palestra, Roberto Cavalcanti, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, falou da importância de Sir Guillean Prance como colaborador para a criação do sistema de unidades de conservação da Amazônia.

The Eden Project – Desenvolvido em Cornwall, na Inglaterra, o Projeto Eden é uma iniciativa de cunho educacional cuja missão é mostrar a importância das plantas para as pessoas e promover o uso sustentável dos recursos botânicos. O projeto foi contemplado pelo programa Marcos do Milênio, da Loteria Nacional do Reino Unido, e teve início em 1999. Para entrar em funcionamento, custou 80 milhões de libras, metade dos quais tiveram que ser captados com parceiros e patrocinadores. O custo já foi totalmente coberto.

O local escolhido para construir Eden foi a área devastada de uma mina desativada próxima a St. Austell. Lá foram instaladas imensas estufas em forma de bolhas para abrigar jardins que representem diversos biomas do planeta, inclusive tropicais. Para isso, foi preciso produzir 85 mil toneladas de terra para plantio. A maior parte das mudas foi fornecida pelo Jardim Botânico de Kew e pelo Jardim Botânico de Edimburgo.

Eden tem hoje uma coleção viva de aproximadamente 6 mil espécies, o que parece pouco comparado às 40 mil espécies de Kew. “Eden é um projeto educacional, não é um jardim botânico”, esclareceu o prof. Prance. “Não queremos muitas plantas raras, mas sim coisas interessantes para a maioria das pessoas no país. Mostramos, por exemplo, as diversas variedades de cacau, para que as crianças entendam de onde vem o chocolate. Assim também com o café e outras plantas”. Para o pesquisador, os biomas abertos, que ficam fora das estufas e são feitos principalmente com plantas úteis, são, por isso mesmo especialmente importantes para o projeto.

A equipe inicial do Eden contava com 21 pessoas e incluía pesquisadores doutores, artistas e muitos mestres e especialistas em educação. “Trabalhamos hoje com artistas de diferentes áreas fazendo o trabalho de interpretação das plantas. Há artistas plásticos e quatro atores profissionais”, conta Prance, que ressalta ainda a preocupação do projeto de fazer com que as pessoas tenham contato com os produtos que vêm das plantas.

Em quatro anos, de 2001 a 2005, Eden já havia atraído 7,1 milhões de visitantes e em 2013 ganhou o British Travel Awards como melhor atração de lazer no Reino Unido. Para se manter, além de fundos da loteria nacional, o projeto conta com diferentes fontes de renda – ingressos, lojas, restaurantes, concertos. No que diz respeito à sustentabilidade ambiental, o prédio de aulas usa energia fotoelétrica e está em pesquisa o uso de energia termal.

O professor Ghillean Prance destacou entre os principais impactos do projeto Eden: criar empregos locais, usar recursos locais, atrair novos visitantes para Cornwall, mostrar a importância das plantas para as pessoas, criar novas oportunidades para artistas e, sobretudo, demonstrar que projetos de restauração ecológica podem ser bem sucedidos e compartilhados.

Para saber mais, visite o site do Eden Project.

 

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